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Resenha: Sangue Quente

by em 06/01/2012

 

Muito falatório foi gerado em volta do tal Sangue Quente, como muita gente falava por aí, o tal “Crepúsculo com zumbis”. Vi muita gente metendo o pau e muita gente falando bem, então, movido por uma curiosidade mórbida, resolvi dar uma chance e ler a obra pra ver qual é.

Para quem não conhece, Sangue Quente (Warm Bodies no original) é a obra de estreia do escritor Isaac Marion, que mostra a saga de R, um zumbi que, ao devorar o cérebro de um garoto absorve suas memórias e desenvolve sentimentos por uma humana.

A obra em si até que é de uma agradável leitura. Isaac Marion escreve muito bem, e desenvolve um bom trabalho contando toda a saga de R em primeira pessoa. O zumbi não tem lembrança nenhuma de sua pré-vida, então durante todo o começo do livro a narração te dá uma ideia de o que se passaria na cabeça de um morto-vivo que apenas caça, mata e come. A medida que vai adquirindo humanidade, o personagem fica meio constrangedor e exagerado, mas bem encaixado dentro do contexto do livro.

Em Sangue Quente, temos zumbis um tanto quanto mais evoluídos do que estamos acostumados a ver nos antigos filmes de Romero ou obras como The Walking Dead. Eles formam bandos, moram em um aeroporto abandonado e saem para caça. Não é uma abordagem tão rara de se ver, muitas obras recentes mostram zumbis com mais inteligência. Os mais puristas não devem conseguir passar da página 30 do livro (principalmente com o casamento, religião e sexo – sim, sexo! – entre zumbis).

Mas a parte legal acaba toda por aí. A história vai ficando bem melosa com o tempo (até justificável para o público alvo, lembrando que é uma obra bem teen), e diversas situações são extremamente difícies de engolir enquanto ocorrem, como Julie perdoar R sem pensar duas vezes por ele ter matado seu namorado e guardar o cérebro para ir comendo (!!!)

O final decepciona bastante (pra não dizer que é uma completa bosta). Não contarei para não dar spoilers. Lembra mais uma obrinha Disney qualquer. Na verdade, a impressão final que tive foi de ler uma mistura de Corcunda de Notre Dame com Pocahontas ou qualquer similar.

De qualquer forma, valeu um pouquinho a leitura. Para uma primeira obra, Isaac Marion provou que sabe escrever, mesmo cagando o final todo e quase me fazendo atirar o livro pela janela do ônibus. A adaptação pra cinema tem tudo pra ser pior ainda, a primeira foto oficial tem um climinha mais meloso que o próprio livro.

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From → Resenhas

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