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+2 novidades bacons pro RPG nacional!

E as novidades do RPG nacional não param! No post passado eu comentei sobre o Goblins em Campanha e Space Dragon, agora vem aí um RPG de tokusatsu usando o sistema d20 e a publicação do sistema genérico doidimais do Tio Nitro!

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Go Heroes!

A onda de RPGs indies nacionais está cada vez maior (e melhor)! Agora temos uma nova editora, a RageMan RPG, que vai debutar com um RPG de heróis nipônicos, os conhecidos tokusatsus (tipo Changeman, Kamen Rider e Jaspion). Utilizando o sistema d20 de uma maneira bem simplificada, o autor André Mousinho liberou a versão Fastplay de Go Heroes!, que você pode baixar aqui. O próprio André ilustrou e diagramou o livro. Embora traga claras influências de Defensores de Tóquio, Go Heroes! não se trata de um RPG satírico, e é uma bela homenagem aos heróis que lutam contra monstros gigantes na pedreira da Toei.

Os atributos, Classe de Armadura, BBA, estão todos lá, mas de uma maneira muito simples. As modificações também incluem a não necessidade de tabelas de personagens e tabelas de armas, deixando tudo muito fácil. Só com a versão fastplay já é possível jogar várias partidas. O pdf traz regras para construção de personagens com os modelos recorrentes do tokusatsu com uma lista de poderes bem fiel ao gênero, regras para os soldados buchas de canhão e monstros e para veículos e mechas. Go Heroes! consegue emular muito bem a experiência de se participar de uma série de heróis em roupas colants. Agora é esperar o livro completo sair. Aqui você também pode baixar modelos de fichas de personagens.

Mal posso esperar pra começar a gritar HENSHIN!

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+2d6 Nitro Pinga Edition

Um dos mestres mais conhecidos da internet, Tio Nitro sempre produziu muito conteúdo bacana pra RPG, seja com seus posts de dicas, aventuras, reporte de sessões ou seus Nitro Vídeos. Agora o mestre mineiro criou um sistema de RPG genérico customizável e aberto, o +2d6. Em seu blog, Tio Nitro descreveu o sistema como:

O +2d6 foi criado com o objetivo de ser um sistema de fácil assimilação pelos jogadores, ser customizável pelo mestre para a aventura que ele quer mestrar, ser livre e gratuito para a criação de aventuras e material por qualquer pessoa, e possuir elementos constantes de diversos sistemas para facilitar a adaptação de material de outros sistemas de RPG.

E a notícia que deixou os RPGistas brazucas contentes essa semana foi que a Redbox irá publicar o sistema do Tio Nitro em 2013! Doidimais, véi! A versão impressa do livro irá contar com um bestiário e uma aventura inicial. Não tem como não ficar feliz pelo Tio com uma notícia megabacon dessa. E mesmo com a versão comercial, o +2d6 ainda será um sistema aberto.

Se quiser conhecer o sistema, o Tio Nitro disponibilizou aqui o livro pra download. E aqui você pode baixar a aventura CyberTerror: Funeral Macabro, pro +2d6.

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Véi, é lançamento nacional que não acaba mais! E estamos em março ainda. A única crise que eu vejo no mercado nacional é a falta de tempo pra conseguir jogar tanta coisa bacana. Quem sabe daqui a pouco essa onda indie não atinge eu e o Welton aqui no UTQ e até nós publicamos um livro? Estamos em 2012 mesmo…

RÁ!

Goblins e Aventuras Espaciais para o Dragão Véio!

Jogue como um goblin!

A uns dias atrás surgiu uma nova editora independente de RPG (crise? onde?) chamada UnzaRPG. E o primeiro lançamento dos cabras foi um suplemento para Old Dragon. Trata-se de Goblins em Campanha, escrito pelo Rafael Beltrame. O livro traz regras para jogar COMO um goblin. Além das regras, vem também uma aventura introdutória. O livro já se encontra em pré venda, e você pode ver aqui. Abaixo você confere a arte da capa.

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Old Space!

Outra novidade muito bacana pro Old Dragon é o Space Dragon, criação de Igor Moreno usando as regras do Pocket Dragon (versão minimalista do Old Dragon). Inicialmente ele lançou um pdf gratuito, e haviam dito que seria feito um livro do Space Dragon com mais regras e ambientação. O livro tem como pano de fundo aventuras espaciais no estilo pulp (não dá pra passar sem citar Buck Rogers e Flash Gordon como exemplos), usando as regras do OD.

Na página da Redbox, consta que o status do livro é de 70%, e que a pré venda se inicia no dia 15 de abril (daqui um mês \o/). Eu li o pdf e achei sensacional a adaptação, vou mestrar na primeira oportunidade que tiver. E essa semana divulgaram a capa do livro, ilustrada pelo argentino Jorge Luis Torres. Véi, na boa, ficou linda!!! O hermano manda muito bem. Vale a pena conferir o devianART do cabôclo. Dá um bizu na capa e chore de emoção.

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É isso! Não estão faltando lançamentos de RPGs indies aqui no Brasil, tem pra todos os gostos. E o nosso querido Dragão Véio está se dando muito bem. Já teve aventura pronta, agora vêm dois suplementos, e em breve o cenário oficial. E pensar que já disseram que o mercado nacional de RPG estava em crise, e que o Old Dragon é dispensável.

RÁ!

Reporte de Campanha – Star Wars SAGA (Resumo Geral)

Após um hiato de dois meses, a mesa de Star Wars SAGA que eu vinha jogando desde a metade do ano passado voltou à ativa. Aproveitando a Taverna, vou fazer aqui alguns reportes de sessão para acompanhar a mesa. A nossa mesa acontece todas as quartas-feiras na Terramédia (ou Devir, como cada um prefere chamar). Como tem muito conteúdo para explicar, dividirei em dois posts: Um apenas para apresentar os personagens e a campanha, e o próximo para contar sobre a sessão de RPG dessa semana.

A aventura já andou bastante, é complicado de resumir, vou passar o básico do básico agora e com a necessidade vou lembrando de detalhes. Ela é ambientada entre o episódio III e o episódio IV de Star Wars, no período conhecido como “Dark Times”.

Nosso grupo montou um bando auto-intitulado GATE (Grupo de Ações Táticas Extraterrestres), que hoje tem de fachada uma empresa do ramo de alimentação e frete. Sediado em Tatooine, na Cantina do Amigo Oro (meu primeiro personagem, um nobre criminoso mon calamari já falecido na campanha). No começo éramos um grupo de bandidos do mais sujo possível, roubando, matando e pilhando tudo que víamos pela frente. Após uma gigante série de acontecimentos e a morte de uns 4 ou 5 personagens, começamos a nos envolver com o Jedi Han Kota, e assim auxiliar em uma futura rebelião fazendo o trabalho sujo que os “heróis” não preferem fazer.

Personagens Atuais:


Lok Turev (Grego)

Lok é um zabrak (para quem não conhece, a mesma raça do Darth Maul) e é um scoundrel clássico. Atualmente é o principal administrador dos empreendimentos GATE, assumindo após a morte de Oro Kow’kadda. Também é o mecânico do grupo. Acima de qualquer perícia com armas, sua principal habilidade é a lábia e a capacidade de barganhar com qualquer raça, povo ou planeta.

Orun Wa Su (Marcos)

Orun é o último kaminoan vivo. Coincidência, também é o único de sua raça que despertou a Força e aderiu a ordem Jedi. Após sofrer muitos problemas com premonições sobre a morte de seu mestre e pender fortemente para o Lado Negro, Orun encontrou o mestre jedi Hanm Kota e começou sua jornada sob a linha tênue entre a redenção e a corrupção.

 

Carreta Furacão

Durante nossa campanha, um grande aliado do GATE (Prello, o Hutt) acabou sendo assassinado. Com isso, seus homens acabaram jurando serventia ao grupo de jogadores. A Carreta Furacão é um grupo assalto de Prello, formado pelos melhores homens do bando. Atualmente comandado pelo mercenário Solomon Dacascos.

Esse grupo é a forma que incluímos os novos jogadores da mesa. Como do ano passado para este acabou sobrando apenas 3 dos 6 jogadores estamos introduzindo gente nova na mesa sempre que possível. No jogo dessa semana tivemos 3 jogadores novos, que nunca haviam tido contato com Star Wars SAGA. Eles utilizaram personagens prontos “genéricos” e a partir da próxima semana montarão seus próprios PC’s.

Sábado eu trago um resumo da sessão do dia 16/02, onde começamos um novo rumo para nossa campanha.

 

 

Item mágico para Old Dragon: O Cajado de Tiamat

Da outra vez eu falei sobre Os Anéis dos Dragões Cromáticos. Dessa vez falarei sobre um item que só quem portar os cinco anéis cromáticos pode ter!

Junta tudo aê!

O Cajado de Tiamat, criação de um mago devoto da deusa dos dragões, só pode ser invocado por alguém que esteja portando os cinco anéis cromáticos na mesma mão. Ao ter os cinco anéis reunidos, o portador deve escolher apenas dois deles para terem seus efeitos ativos. Ao reunir os anéis, deve-se gritar “TIAMAT”, então o cajado aparecerá na frente de quem o invocou. Apenas alguém que porte os cinco anéis poderá utilizar os poderes do cajado. Acho que não é preciso dizer que é necessário ser um conjurador arcano para usar tudo isso. Há também a restrição de estar pelo menos no nível 5. Caso tire pelo menos um dos anéis da mão, o cajado desaparece, e só poderá ser invocado dentro de uma semana.

Os poderes

Cajado Cromático: o cajado em si funciona como um cajado +3, com a propriedade congelante, ou flamejante, ou elétrico. No momento do ataque o usuário escolhe um dos três efeitos. Cada propriedade adiciona +1d8 de dano (+1d12 em caso de crítico) baseado no elemento escolhido.

Sopro do Dragão: duas vezes por dia o usuário pode lançar um sopro que causa 3d6 de dano (JP Des reduz à metade). O sopro pode ser uma linha de eletricidade ou ácido, ou um cone de gelo ou fogo.

Escamas do Dragão: enquanto estiver empunhando o cajado, o portador tem sua pele recoberta por escamas das cores dos dragões do artefato, ganhando assim RD5/-.

Invocar Dragão: uma vez por dia o usuário do cajado pode invocar um dragão. A idade do dragão varia conforme o nível do personagem:

Nível          Idade

5~11:         Filhote
12~17:      Jovem
18~20:     Imaturo

Rajada Cromática: uma vez por dia o usuário do cajado pode lançar a magia Rajada Cromática, descrita a seguir.

Rajada Cromática

Arcana 7

Alcance: Cone de 6 metros

Duração: Instantânea

Da mão do mago saem cinco raios com as cores dos dragões cromáticos, formando um cone. Cada criatura na área da magia sofre um dos seguintes efeitos (role 1d6):

1 – Verde: Veneno. A vítima faz uma JP de Con. Sucesso: toma 1d4 de dano na Con. Falha: toma 1d8 de dano na Con.

2 – Preto: Raio do Enfraquecimento. A vítima faz uma JP de Sab. Sucesso: reduz a For em 5 pontos por 1d4+3 turnos. Falha: reduz a For em 10 pontos por 1d6+4 turnos.

3 – Branco: O alvo sofre 10 pontos de dano por frio/gelo (JP de Des reduz o dano à metade). Caso fracasse na JP, no próximo turno poderá realizar apenas uma ação padrão.

4 – Azul: O alvo sofre 20 pontos de dano por eletricidade (JP de Des reduz o dano à metade). Caso fracasse na JP, o alvo ficará paralisado no próximo turno.

5 – Vermelho: O alvo sofre 40 pontos de dano por fogo/calor (JP de Des reduz o dano à metade). Caso fracasse na JP, o alvo estará pegando  fogo, eirá tomar 1d4 de dano até ele ou outra pessoa apagar o fogo.

6 – Role de novo, dessa vez a JP do alvo sofrerá um redutor de -3.

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Reporte de Sessão – Old Dragon: A Praga Escarlate

Terceira aventura da campanha de Old Dragon, onde os aventureiros investigam a contaminação da mina que abastece a cidade e, na volta, se deparam com uma cena de destruição.

A Aventura

Eu usei a aventura A Praga Escarlate, aventura oficial da Wizards que eu peguei aqui, no site da Rede RPG (precisa fazer um cadastro, mas compensa, visto o número de aventuras lá pra download). Na aventura, a população de uma cidade adoece devido a contaminação da água que eles usam. Os aventureiros são contratados para investigar a mina, onde se encontra a nascente do rio que abastece a cidade.

A Sessão

Os aventureiros já estavam instalados na cidade, esperando o contratante da última missão lhes dar o bônus prometido. Após dois dias da missão das catacumbas, a clériga local lhes aparece pedindo ajuda. Ela conta que a água que abastece a cidade está contaminada, e está causando uma doença nas pessoas. Como ela precisa ficar cuidando dos doentes, pede aos jogadores para investigarem a mina. Apiedando-se da situação, ele rumam para a mina.

Encontram lá alguns kobolds (já não bastavam os da primeira aventura?), sinais de batalha e os corpos dos mineiros que trabalhavam lá, e alguns deles acabaram voltando como zumbis. Os kobolds não foram problema, já que o anão do Lucan descobriu que arremessar kobolds uns nos outros causava mais dano do que arremessar machadinhas. Quando chegaram na última sala, onde fica a nascente do riacho, encontram uma orc clériga de Grummsh. Tanto as paredes do lugar quando a armadura e o escudo que a orc portava estavam marcados com mãos de crianças, como se tivessem passado sangue nas mãos e carimbado.

Como fazia tempo desde a primeira aventura dessa campanha, lembrei os jogadores de que essas mesmas marcas de mão foram vistas na câmara onde se encontrava o meio-kobold-meio-demônio que eles enfrentaram. A batalha com a orc durou um pouco, mas logo detonaram ela.

Chegando na cidade, encontram várias mulheres chorando desesperadamente, casas quebradas, sinais de luta e algumas pessoas mortas. Um rapaz aparece e se identifica como o “estagiário” da clériga e lhes explica que apareceram uns ogros e foram destruindo o que viam pela frente, e acabaram raptando oito crianças e a clériga. O rapaz os leva para dentro do templo, lhes concede uma cura completa, entregam-lhes alguns itens e pede que partam imediatamente em busca da clériga e das crianças. Aí apareceu no céu um aviso: “TO BE CONTINUED…”.

Itens

O mago do grupo (Helder) recebeu:

– Cajado de armazenar magias: armazena até 4 níveis de magia de uma vez.

– Periapto da memória: uma vez por dia permite relembrar uma magia lançada pelo mago.

O ladino (Samuel) recebeu:

– Adagas do retorno: um par de adagas +2 (não, não são dois pares) que retornam se arremessadas.

– Manto do camaleão: manto de couro que permite ao usuário se tornar invisível por até 6 rodadas (ou até atacar), duas vezes por dia.

O guerreiro anão (Lucan) recebeu:

– Machado dançarino: um machado +2 (não, não são três machados) que pode lutar sozinho (com o mesmo bônus de ataque do dono), duas vezes por dia durante 3 turnos cada.

– Armadura incandescente: uma cota de malha adornada com placas de aço com motivos de chamas. Ignora a penalidade do movimento e, duas vezes por dia pode ficar em chamas, causando 1d6 de dano a quem desferir um ataque corpo a corpo contra o usuário e aos inimigos adjacentes (não causa dano ao usuário).

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Resenha – Shotgun Diaries (Edição de luxo)

Uma semana depois de receber a “latinha da RedBox”, consegui parar para resenhá-la apropriadamente, como uma iniciativa do tipo merece. Inicialmente pensei em fazer um vídeo de unboxing, mas aparentemente uma porrada de gente já fez – menos a Luiza, que está no Canadá.

Para quem não conhece, Shotgun Diaries é um RPG de sobrevivência zumbi, criado por John Wick, baseado princialmente em narração – que é compartilhada em momentos-chave. A RedBox Editora resolveu fazer uma versão de luxo, posso estar enganado mas acredito que seja o primeiro RPG “enlatado” vendido no Brasil.

Quando adquiri o produto na pré-venda, resolvi não ler o PDF disponibilizado gratuitamente pela RedBox aos compradores. Primeiro por usar basicamente PC’s desktop e não ter muito saco de ler online (ainda mais um produto tão colorido quanto o livreto do Shotgun). Segundo que não tinha intenção de jogar tão cedo.

Quando recebi, fiquei muito feliz em ver a qualidade gráfica do conteúdo. A lata, fosca e prateada é linda. Os cartões de personagem, suprimentos, zumbis e dados são ótimos para os jogadores entrarem no clima.

O livro em si impressiona mais pela arte e qualidade gráfica que pela quantidade de páginas. Em formatinho (a RedBox gosta mesmo de títulos nesse formato), tem apenas 24 páginas, contando capa e contracapa. Para a proposta do jogo, é mais que suficiente: Shotgun Diaries tem um conceito puramente roleplay, e precisa climatizar jogador e mestre. Nisso, mais um ponto para  RedBox.

O jogo é simples e puramente narrativo: seu personagem se resume em  um conceito (Astuto, Perigoso, Forte, Veloz, Furtivo ou Indefeso). Isso significa que você é capaz de rolar no mínimo 4 dados para sua especialidade. Por exemplo: se um Furtivo quer passar por uma horda de zumbis sem fazer barulho, na pior das hipóteses, ele vai jogar 4d6 para descobrir o que aconteceu.

Se o jogador tira um 6 nos seus dados isso significa que ele pode narrar a própria ação. Como grande parte dos jogos de narração compartilhada, Shotgun é bem subjetivo nas regras: esqueça mapas e miniaturas obrigatórias, escudo do mestre cheio de tabelinhas entre outras coisas. No máximo você utilizará os props fornecidos pela edição de luxo do jogo (que podem ser substituídos por qualquer fichinha de papel, pecinha de War ou simplesmente uma anotação em caderno).

Entre outras coisas, o RPG também tem regras de Medo, Suprimentos, Refúgio e um controle de quantidade de zumbis. Tudo é extremamente simples: decorei a mecânica em uma lida de 30 minutos, no máximo. O que mais gostei é o estímulo à escrita por parte dos jogadores: fazer um diário rende alguns benefícios em aventuras posteriores. Caso você não tenha tanto interesse em ter todos os props, recomendo a compra do PDF do jogo.

A edição de luxo acompanha dentro da lata alguns itens bem interessantes: 6 dados de 6 faces, onde o “6” é transformado em uma figura zumbi, facilitando a identificação do sucesso; cards de personagens, armas de fogo e ferramentas; tokens de Suprimentos, Refúgio, Medo e o Relógio Zumbi. Além disso, a RedBox incluiu um brinde surpresa (que não é surpresa para mais ninguém, menos para a Luiza que… Enfim, você sabe): Um CD de áudio com efeitos sonoros e trilha para jogo, além de um contador de Relógio Zumbi.

Como RPG, gostei bastante da proposta do Shotgun Diaries. É um jogo simples e muito recomendado para uma tarde descompromissada com alguns amigos e umas cervejas, ainda não sei como funcionaria em uma campanha prolongada. Como produto, parabéns à RedBox, não senti culpa alguma em ter desembolsado uma grana extra pela edição de luxo. Acho que a única coisa que passou batido foi uma inclusão de nota de compra no envio, ou por e-mail. Acredito que eu seja um caso isolado. Atualização: O Mr. Pop nos explicou melhor o lance da nota fiscal aqui nos comentários. Basicamente, como eles são cadastrados como Super Simples, não tem a obrigatoriedade de enviar a nota fiscal, mas caso o cliente necessite, é enviado via e-mail.

Se você quer conhecer melhor o Shotgun Diaries,  visite o hotsite do jogo, corre lá na lojinha da RedBox e compra o seu que a latinha deve estar perto de esgotar!

Reporte de sessão – Old Dragon: A Catacumba do Necromante

Essa foi a segunda aventura da minha campanha de Old Dragon com a minha mesa. Como a primeira aventura foi pro limbo com o blog antigo, farei um pequeno resumo. Usei uma das três aventuras do suplemento Que as Aventuras Comecem, para Old Dragon.

Previously…

A primeira aventura do grupo – composto pelos fiéis escudeiros Helder “Hell”, Lucan “Barba” e Samuel “Finrod” – foi a aventura do Old Dragon Day, A Árvore Morta dos Kobolds Infernais. Os aventureiros são contratados por um clérigo para investigar o estranho desaparecimento de algumas crianças, numa cidade vizinha, onde sua irmã, também clériga, se encontra. Os heróis descobrem uma árvora morta que serve de entrada para o esconderijo dos kobolds que estão raptando as crianças.

Os personagens matam meio mundo de kobolds e mais um meio-kobold-meio-demônio, lider do bando. Minha mesa, que só jogava D&D 3.5, pegou rápido o espírito Old School, fazendo várias manobras memoráveis. Uma passagem digna de nota foi quando o Lucan, que interpretava um anão, ao ouvir a descrição de uma estátua que era um anão obeso com as pernas tortas e uma expressão cruel com a boca aberta como se estivesse gritando, solta essa: “O que a minha mulher está fazendo aqui?”. Aventura de umas duas horas, com um bom dungeon crawl e chances pra boas estratégias. Ótima pra se mestrar em um evento.

O final boss da aventura anterior

A Aventura

Utilizei a aventura A Tumba do Necromante, que saiu no suplemento Que as Aventuras Comecem, que possui três aventuras curtas, ideal para iniciantes, e boa para não-iniciantes também. Dei uma adaptada, e ficou perfeita. A sessão durou umas duas horas. A aventura também é perfeita para ser mestrada em eventos. Os personagens (os mesmos da aventura passada) eu usei os prontos que o Tio Nitro postou no blog dele uma vez (adaptados para nível 1, e com umas modificaçõezinhas). Como o tempo é pouco e a vontade de jogar é muita, ando aproveitando bons materiais prontos da internet e de revistas.

Assim que voltam da missão que envolvia os kobolds e as crianças raptadas, os heróis são contratados por um habitante da pequena cidade onde estão para recuperar uma relíquia de família que está na catacumba dos seus ancestrais. O cara tem medo de ir ele mesmo pois há um boato de que um necromante tomou posse do lugar.

O Atormentado, morto-vivo que os jogadores enfrentaram

A Sessão

Desde que eu conheci o Old Dragon, me apaixonei por esse lance de old school. E os jogadores incorporaram muito bem esses conceitos na mesa de jogo. Detalhe para o Samuel, que estava inspirado. Ele teve uma ótima sacada para examinar um pedestal de pedra, que envolvia olhar como os musgos cresciam, e também teve a ideia de fincar uma picareta no pé de um morto vivo para ele não poder andar. Os caras estão superando as expectativas. A aventura era dungeon crawler, mas houveram uns bons momentos de investigação. Nem ando sentindo falta das perícias! E o enigma das runas no teto (que o Helder desvendou), simples, mas excelente!

Os personagens invadiram a catacumba e descobriram que a história do necromante não passava de balela. Na verdade uns ladrões descobriram uns veios de prata nas profundidade da catacumba e se apossaram dela, espalhando a história do necromante. Uma passagem que vale ser lembrada, foi quando fui narrar que os jogadores ouviram um barulho (eu imitei um urro de um morto vivo), e o Lucan (sempre ele, rs), que joga com o anão, diz “sabia que eu devia ter almoçado antes de vir”. Eu também comecei a usar as regras de críticos em combates. Samuel teve duas adagas quebradas e o Lucan teve um lado do machado dele cego. Tá pensando que old school é moleza?

A campanha de Old Dragon está muito maneira. Mal posso esperar pela próxima sessão. Não estou dizendo que irei abandonar o D&D, mas dá pra sentir a simplicidade do sistema quando vou preparar/adaptar alguma aventura, principalmente na hora de fazer fichas dos monstros ou NPC’s. A simplicidade do dragão véio me encanta.

É isso. Em breve tem mais.